Os nomes mais icônicos do futebol – Você lembra desses craques?

Milhares de torcedores dirigem para um estádio de futebol, uma cena muito comum todos os domingos em São Paulo. Os brasileiros orgulham-se de ser cinco vezes campeões mundiais, de ser a casa de Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo e muitos outros jogadores habilidosos, que ganharam ao Brasil o epíteto como a terra dos reis do “belo jogo”.”

No entanto, a cena do futebol naquele domingo, 13 de novembro de 2011, parecia longe de ser gloriosa. Não foi um jogo que reuniu Corinthians, São Paulo F. C. ou Palmeiras, os clubes profissionais mais conhecidos da cidade. Distante do glamoroso, rico e confortável mundo dos melhores jogadores profissionais, Dois modestos clubes de bairro estavam disputando naquele dia a final do Campeonato municipal Amador, considerado o maior do Brasil. Apesar da humildade, o entusiasmo e os espíritos estavam altos. Para muitos, o fervor dos fãs e o sentimento de apego entre os clubes locais e suas comunidades fazem do futebol amador, o verdadeiro futebol, o herdeiro do melhor da tradição brasileira de futebol.

Nas últimas décadas, a escassez de campos de jogo devido à especulação do estado, mudanças nas atividades populares de lazer e até mesmo a violência urbana tornaram o futebol amador menos visível nas grandes cidades. No entanto, após muitos anos de declínio e ostracismo, o futebol amador parece estar de novo na moda. Grandes campeonatos populares, filmes sobre o tema e cobertura de Internet e televisão estão ajudando a recuperar, pouco a pouco, o prestígio perdido desta prática de lazer, especialmente em São Paulo.

Era Dourada do Futebol no Brasil

Durante a Era Dourada do futebol brasileiro entre os anos 1950 e 1970, os treinos generalizados de Amadores nas principais cidades do país espalharam a ideia familiar de que o futebol amador era o berço do futebol brasileiro. Na verdade, a maioria dos jogadores profissionais começou suas carreiras em clubes locais humildes. Em lugares como o Rio e São Paulo, especialistas de clubes profissionais costumavam escolher os melhores amadores e contratá-los em um fluxo constante de lotes da cidade para a fama. Desde a profissionalização do esporte nos anos 1920 e 1930, o futebol foi uma das formas de mobilidade ascendente para os jovens da classe trabalhadora no Brasil.

Em cidades como São Paulo, o futebol amador tem uma longa história que se funde fortemente com a trajetória da organização da sociedade civil e ativismo da classe trabalhadora. Introduzido através da interação da comunidade inglesa com a população local, e cultivado em clubes esportivos aristocráticos de elites brasileiras/ inglesas, o futebol rapidamente se espalhou pelos bairros da cidade. O esporte foi logo dominado pela classe trabalhadora, que incluiu o esporte em seu menu recreativo. A mudança para o profissionalismo no início da década de 1930 mesmo impulsionou a popularidade do futebol, tanto como um esporte de espectador e como uma atividade de lazer. Analistas calculam que havia cerca de 3.000 clubes populares amadores de futebol em São Paulo, envolvendo uma parte muito significativa da população da classe trabalhadora durante essa década.

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Futebol e História no Brasil

Frequentemente estigmatizado pelas classes dominantes e pela polícia como um espaço de desordem e violência, este futebol lea tornou-se a atividade de lazer mais popular nos distritos da cidade e, nos anos 1930 e 1940, ganhou algum reconhecimento e legitimação. Até a década de 1970, o futebol amador foi amplamente noticiado na imprensa popular e esportiva. Multidões impressionantes reuniram-se em muitos destes jogos amadores.

Após a Segunda Guerra Mundial, o futebol amador acompanhou o crescimento da cidade, espalhando-se pelos novos distritos da classe trabalhadora nos arredores. Em cada bairro, dezenas de diferentes clubes e equipes foram criados e constituíram um aspecto fundamental do lazer da classe trabalhadora e da prática associacional.

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